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Acidentes e Incidentes Radioativos
Caso 04
Fonte: Folha Online 05 de Outubro de 1999
Vazamento de radiação contamina 22 na Coréia do Sul
AP 05/10/1999 13h41 De Seul
Um vazamento de água radioativa em uma usina nuclear contaminou 22 pessoas, mas foi controlado pouco depois, informou nesta terça o governo sul-coreano.
O acidente ocorreu às 19h de ontem (8h em Brasília), quando era feito um conserto numa bomba de água para resfriamento na usina nuclear de Wolsung, segundo um comunicado do Ministério de Ciência e Tecnologia. Os 45 litros de água radioativa vazados "não saíram do edifício. Não afetaram o meio ambiente", acrescentou a declaração.
Entre as pessoas contaminadas estão funcionários da Korea Electric Power Corp., que administra a usina. As autoridades anunciaram que investigarão o caso.
Noticias sobre o acidente em 06/10/99
Caso 03
Fonte: UOL - Folha On-line - Das agências internacionais 30/09/1999 15h28
Em Tóquio (Japão) - Contaminados por radiação são 14
Um vazamento de radiação ocorrido em uma usina de processamento
de urânio contaminou 14 trabalhadores, dois dos quais
se encontram em estado crítico, segundo autoridades. A
usina se situa em Tokaimura, a noroeste de Tóquio.
O porta-voz do governo, Hiromu Nonaka, disse que o acidente foi algo
"sem precedentes", mas não deu mais detalhes.
Os níveis de radiação em torno da usina ficaram 10.000 vezes
superiores aos normais. A dois quilômetros do lugar, ainda eram dez vezes maiores que o
normal, disse um funcionário da província de Ibaraki.
Click e Veja as matérias publicadas sobre o acidente 30/09/99, 01/10/99, 02/10/99, 03/10/99, 04/10/99, 05/10/99
Caso 02
Informativo CRTR 6ª Região/RS Ano I Nº 2
Acidente com carga radioativa
O acidente ocorrido no dia 22 de dezembro foi mais um evento trágico nas vésperas do final do ano de 1998. Este acidente foi muito grave, já que levou a vida de duas pessoas. Porém, se as cápsulas de Irídio 192, que eram transportadas na ocasião fossem rompidas, o desastre teria sido muito maior.
A contaminação pelo mineral seria tão perigosa quanto a que ocorreu em Goiânia com o Césio 137.
O veículo acidentado transportava a substância radioativa IRÍDIO 192 mineral usado em equipamentos de Raio X, que serve para radiografar soldas industriais.
Apesar da violência da colisão, o material ficou intacto.
As cápsulas, do tamanho de ponta do dedo de uma criança, foram levadas para a COPESUL, empresa do Pólo Petroquímico que utiliza os serviços da ARCTES.
Os técnicos em radiologia Industrial, Milton Sandri Silva, Leandro Paulo Parizi, Ademar Kuhn e Paulo Rucks, funcionários da empresa paulista ARCTES - Ensaios não-destrutivos, dirigiam-se do Pólo Petroquímico, em Triunfo a Esteio, num Gol da empresa, quando colidiram com um Monza dirigido por Orlando Raul Coelho. Policiais que estavam no local acreditam que o acidente deveu-se a uma tentativa de ultrapassagem do Gol que não foi concluído.
Fica aqui o alerta do quanto estas substâncias são perigosas, principalmente se forem mal acondicionadas ou manipuladas por pessoas inexperientes.
Caso 01
INFORMATIVO CRTR/6ª Junho/Julho/Agosto/99 Ano I - nº 3
Acidente com Raios-X tumultua Clínica
No dia 27 de abril p.p, um líquido escuro que vazou de um aparelho de raios - x numa clínica na zona sul de Porto Alegre, tumultuou todo um bairro, pois criou-se uma expectativa de que o estabelecimento estaria contaminado por radioatividade. Pensava-se que estaria ocorrendo um acidente igual ao de Goiânia.
Passava pouca mais das 15 horas, quando um caminhão do corpo de bombeiros foi deslocado para combater um princípio de incêndio num aparelho de exames de RX. Depois de soltar faíscas, o equipamento sofreu o rompimento de uma mangueira, que esguichou um líquido quente sobre o paciente, que realizava exames de suspeita de fratura. Atingido no rosto, o paciente sofreu queimaduras leves e foi imediatamente isolado numa sala. Outros sete funcionários da clínica também foram impedidos de saírem do prédio, por temor de que pudessem ter sido atingidos por radioatividade.
Os bombeiros acionados para a tarefa isolaram com cordas e fitas uma área de 50 metros em torno do prédio e interromperam parcialmente o tráfego de veículos numa das avenidas próximas. Os próprios bombeiros colocaram-se numa espécie de quarentena os soldados receberam do tenente a ordem de não se afastarem do local, sob hipótese alguma, para descartar qualquer risco de contaminação a outras pessoas que passavam pela área.
- Quem está dentro não sai! - berrava um dos soldados, que vestia um macacão e capacete especial, contribuindo para dar ao cenário um ar de filme de ficção científica.
A tensão chegou ao auge com a chegada de uma ambulância de técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e de um engenheiro de segurança, representante da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, que carregava um contador Geiger. Foram longos minutos de espera, com populares se aglomerando nas casas vizinhas, até que o próprio representante da FEPAM se encarregasse de liberar os bombeiros e dar a boa notícia: não existia vazamento de radiação.
O engenheiro explicou que os aparelhos de Raios X têm em seu interior uma ampola que gera energia equivalente a 100 mil volts (alta voltagem). Ela se assemelha a uma lâmpada, com a diferença de que gera radioatividade e não eletricidade. Um óleo, chamado ascarel, resfria o equipamento e o isola. Por algum motivo, o equipamento esquentou, entrou em curto-circuito e provocou a liberação do óleo quente.
- Ele só emite a radiação quando está ligado, por meio de um complicado processo elétrico. No momento em que ocorreu o curto-circuito, a radiação deixou de existir, ponderou o engenheiro, cujo contador Geiger não detectou qualquer emissão radioativa no local.
O engenheiro assegurou que este tipo de aparelho não utiliza cápsulas de Césio 137 ou de outro elemento radioativo qualquer. Esses equipamentos que têm minerais radioativos no seu interior são de outro tipo, para radioterapia. Existem cerca de 20 destes em Porto Alegre, contra 200 de Raios X, como dessa clínica.
O paciente atingido pelo óleo foi medicado no Hospital de Pronto Socorro e liberado. Foi o final feliz de uma tarde de suspense. (Matéria publicada no Jornal Zero Hora, de 28/04/99)
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