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ASSOCIAÇÃO DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA DE DOURADOS - ATRD
DEPARTAMENTO DE ENSINO RADIOLÓGICO DR. W. CONRAD ROENTGEN
Nós e as Radiações III
(Pesquisa Original "Radiografia do Sistema Radiológico Nacional")
Assunto
Demonstrativo de condições operacionais encontradas nos departamentos Radiológicos, análise de condições necessárias para operacionalização deste serviço com segurança e como reduzir os riscos e as doses de radiação utilizada em até mais de 60%, com a simples adoção de um sistema de controle de qualidade básico de serviços em radiologia diagnóstica convencional.
Rezende, Aliberino Ferreira
Dourados - MS., Maio de 1999
Resumo
Estudo realizado em 172 departamentos radiológicos, localizados em 108 cidades de 10 Estados da região Norte e Centro Oeste. Constatação média de 73% dos itens pesquisados fora das condições ideais de funcionamento, tanto em relação a radioproteção como em controle de qualidade de imagens. Portanto, existindo praticamente ausência total da preocupação com a limitação de doses de radiação em membros do público, pacientes e profissionais; Instalações inadequadas; Aparelhos e Acessórios obsoleto sendo usados e até vendidos pelo comércio especializado; Acessórios sendo utilizados com defeitos físicos visíveis; Material de consumo muitas vezes inadequados para os acessórios em utilização; Ausência total de planos de radioproteção e controle de qualidade dos departamentos; e, sugestões para adequação deste serviço.
INTRODUÇÃO
Ao iniciar a pesquisa objetivando a redução de doses de radiação e posteriormente a pesquisa de instalações, aparelhos, acessórios, material de consumo e controle de qualidade, tinha a finalidade específica de aprimoramento profissional, mas, ao constatar as gritantes aberrações encontradas nos departamentos e suas prestações de serviços, senti necessidade de também passar para outros, minhas inquietações, e que hoje, se tornaram grandes preocupações.
Em 1991, ao pesquisar formas de redução dos níveis de radiação em radiologia diagnostica convencional, procurei livros e publicações que pudessem me ajudar nesta tarefa, mas, ao não encontrar, passei a fazer entrevistas informais com técnicos em radiologia com mais tempo de serviço e profissionais de nível superior em radiologia e radioproteção, mas, o que constatei, foi que, os sabiam mais sobre o assunto, estavam sabendo o que já tinha constatado nos escassos livros, apostilas e publicações encontradas, e, como continuava sentindo necessidade de saber mais, passei a fazer cursos, participar de jornadas e grupos de estudos buscando mais informações. Ao reler o livro Posicionamento em Radiografias de Clark*, tomei conhecimento da pesquisa de doses de radiação em departamentos radiológicos, realizados na Grã-Bretanha na década de 50/60, e, procurando em nossas bibliotecas um estudo igual, tomei conhecimento do livro Radiogenética Humana (FREIRE-MAIA, Newton. Radiogenética Humana. São Paulo. Edgard Bücher, Editora da USP. 1972), mas, nenhum livro ou publicação que desse informações de como reduzir os índices então atuais, sendo que, ainda em 1991, iniciei a coleta de dados e a programar a pesquisa dos departamentos.
A pesquisa em pauta, veio da necessidade de complementar os conhecimentos para uma correta prestação de serviço a população alvo e, buscar os corretos meios de proteção ao paciente, profissionais e membros do público, com o que dispuséssemos dentro de nossos próprios departamentos, sem a necessidade de grande investimento que poderia inviabilizar a sua aplicação. Portanto este trabalho surgiu da seguinte reflexão: Todo princípio tem um início, um meio e um fim; Baseado nas leis de física, toda ação provoca reação; e lembrando a matemática onde tudo tem um fundamento em bases concretas, e, resumindo os estudos realizados até então, concluí que, para conhecer a verdadeira fórmula de reduzir os índices de radiação e melhorar a qualidade de imagem, deveria iniciar conhecendo também como ela era gerada, empregada, utilizada e suas condições de aplicação.
MATERIAL E MÉTODO
O presente estudo, foi iniciado com a investigação e análise dos departamentos em que trabalhava, visitava e posteriormente ligava solicitando emprego, as vezes, unicamente para coletar os dados para análise por intermédio de técnicos em radiologia, administradores hospitalares, administradores de departamentos radiológicos e, as informações sobre as indústrias foram recebidas na forma de solicitações e cotação de produtos.
Este trabalho foi realizado em um período de 8 anos, em 16 departamentos radiológicos de 10 cidades e 6 estados em que trabalhei como técnico em radiologia, 52 departamentos visitados, 19 departamentos descrito por colegas pessoalmente, 85 departamentos onde solicitei emprego e fiz coleta de dados por telefone, por intermédio de profissionais de radiologia e administradores hospitalares ou de departamento radiológicos, e, 11 indústrias e 7 representantes comerciais de produtos radiológicos. Totalizando, 172 departamentos grandes e pequenos de capitais e interiores em um total de, 108 cidades de porte grande, médio e pequenas localizadas em 10 estados da região Norte e Centro Oeste, e, 18 estabelecimentos industriais e comerciais de produtos para radiologia em 9 cidades de grande e médio porte em 8 estados do Brasil.
Apesar deste estudo não ter sido realizado como proposto, de toda a Região Norte e Centro Oeste, pois, os custos seriam exorbitantes para as reservas pessoais, e, não dispondo de qualquer tipo de verbas públicas ou privadas, o que foi possível realizar e esta descrito, foi realizado com amor e conforme determina a metodologia científica (CERVO, Amado. L. e BERVIAN, Pedro. A.. Metodologia Científica, 3ª edição. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1983). Sendo que, a redução na coleta de dados proposta, não trouxe uma perda apreciável, pois, onde não foi possível coletar os dados in loco, estes foram coletados por entrevistas pessoais fora do local de trabalho ou por intermédio de contatos telefônicos com Técnicos em Radiologia, Diretores de departamento e Administradores hospitalares durante solicitações de emprego, solicitações de ajuda para aquisição de aparelhos, acessórios e materiais de consumo para departamento radiológico, ou para modernização e melhorias da qualidade de imagem do departamento, e, com o demonstrativo de toda a região, foi possível sintetizar o que é, e como esta sendo desempenhado a grosso modo, todo o serviço de radiologia da região supra citada.
DADOS COLETADOS
Aparelhos - idade, fabricante, alimentação, instalação, tecnologia, estado de conservação, manutenção e operação;
Acessórios - fabricante, modelo, qualidade, idade e conservação;
Chassis - constituição física, idade, linearidade e estado de Conservação;
Écrans - idade, constituição física, emissão de luz, velocidade, resolução de imagens, limite de resolução com alta energia e conservação;
Espessômetro e Goniômetro - existência e utilização;
Acessórios de Radioproteção - Existência, utilização e conservação;
Material de Consumo - fabricante, qualidade, durabilidade, utilização e conservação:
A - Filmes - resistência física em temperaturas elevadas (região norte), armazenagem, transporte, conservação, sensibilidade a radiação, sensibilidade a luz azul e verde, limite de resolução e contraste com alta energia, resolução e contraste de filmes sensíveis a luz azul em Écrans emissores de luz azul e verde, resolução e contraste de filmes sensíveis a luz verde em Écrans emissores de luz verde e azul, doses de radiação empregada para máxima resolução e contraste de filmes em todos os conjuntos Écrans/Filme disponíveis, resolução e contraste de filmes exposto em grade estativa e mesa de exames (exposição direta no chassis), resolução e contraste de filmes exposto em grade potter Bucky horizontal e mural, resolução e contraste em radiografias localizadas, colimadas e panorâmicas;
B - Química de Revelação - Durabilidade depois de manipulada, tempo de uso e resolução/contraste com e sem reforço, resolução e contraste com filmes da mesma marca e outros, tempos de revelação com máxima resolução e contraste com filmes da mesma marca e outros;
Acessórios de radioproteção - Biombo, avental pumblífero, protetor de tiróides pumblíferos, protetores de gônodas pumblíferas, luvas pumblíferas, Goniômetro e espessômetro - existência, utilização e conservação;
Salas de exames - espaço físico, disposição do aparelho, disposição da grade estativa e ou bucky mural, espaço físico para atendimento a paciente politraumatizado, blindagem, proteção do operador, dosimetria ambiental e de profissionais;
Câmara escura - Temperatura, índice de umidade, entrada de luz externa, qualidade do foco de segurança, renovação de ar, blindagem as radiações ionizantes entre câmara escura e sala de exames, acondicionamento de filmes (caixa aberta e fechada), cuidados na revelação, conservação da química de revelação, espaço físico e instalações;
Profissional - Formação, técnicas utilizadas, utilização do goniômetro, utilização de espessômetro, qualidade dos exames e qualidade de imagens;
Indústrias e Representantes Comerciais - conhecimento dos produtos radiológicos vendidos por vendedores internos e externos, diretores de venda, diretores de marketing e promotores de vendas como: tecnologia disponível, existente e nova, informações de constituição física, técnicas com melhor aproveitamento do produto, recomendações que proporcionassem maior rendimento e qualidade a seus produtos, e, meios de proteção necessário para se trabalhar com radiação em segurança.
DADOS CONSTATADOS
01 |
28% |
dos departamentos utilizando aparelhos portáteis como fixos em locais e condições inadequadas de operação. |
02 |
65% |
dos aparelhos com idade superior há 5 anos de uso, com tecnologia ultrapassada, descalibrados, com manutenção deficiente e disposição incorreta. |
03 |
65% |
dos écrans com defeitos físicos visíveis e ou utilizando filmes incompatíveis; |
04 |
65% |
dos filmes - mal acondicionados, e, em departamento com pequeno volume de exames, apresentando fog (escurecimento). |
05 |
65% |
das químicas - mal reforçada e acondicionada. |
06 |
65% |
das câmaras Escuras - com vários vícios, entre estes, espaço físico insuficiente, entrada de luz externa, foco de segurança com filtro inadequado e passagem de luz com comprimento de onda inadequado atingindo os filmes, exposta a radiação da sala de exames, exposta a níveis elevados de temperatura e umidade, níveis elevados de gases da química em utilização e inexistência de exaustor com proteção de luz externa. |
07 |
75% |
ou superior das instalações de aparelhos com rede elétrica deficiente. |
08 |
65% |
ou superior das salas de Exames mal dimensionadas ou com instalação incorreta. |
09 |
65% |
das salas com Estativa e ou Grade Potter Bucky com disposição incorreta. |
10 |
85% |
dos departamentos sem blindagem de chumbo ou barita contra as radiações secundárias e até primária. |
11 |
78% |
dos departamentos e cidades não possuíam aparelhos com colimador ou com estes danificados. |
12 |
94% |
dos departamentos não monitorava os profissionais e ambiente de trabalho. |
13 |
93% |
das cidades não monitorava os profissionais e ambiente de trabalho. |
14 |
60% |
dos departamentos sem avental Pumblífero ou com estes danificados, bem como, outros acessórios e outras barreiras de proteção praticamente inexistentes. |
15 |
100% |
dos departamentos e cidades não possuíam um plano de radioproteção e controle de qualidade. |
16 |
67% |
dos departamentos não possuíam profissionais de nível técnico, habilitados nos Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia. |
17 |
78% |
das cidades não possuíam profissionais de nível técnico habilitados nos conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia. |
18 |
88% |
dos departamentos não possuíam profissionais de nível técnico com curso regular de Técnico em Radiologia. |
19 |
92% |
das cidades não possuíam profissionais de nível técnico com curso regular de Técnico em Radiologia. |
20 |
98% |
dos departamentos não utilizavam espessômetro e Goniômetro. |
21 |
96% |
das cidades não utilizavam o espessômetro e Goniômetro. |
22 |
74% |
dos profissionais de nível técnico, nem sabiam o que era Goniômetro. |
23 |
65% |
das técnicas radiográficas ainda utilizadas, sendo praticamente as mesmas da década de 70, principalmente, pela utilização de acessórios com tecnologia antiga ou danificada, pela falta de padronização de acessórios e materiais de consumo, bem como, pela ausência dos avanços da década de 90. |
24 |
50% |
e superior dos profissionais de nível técnico com escolaridade inferior ao segundo grau completo. |
25 |
50% |
e superior de departamentos com número considerável de exames repetidos ou sem valor para diagnóstico por exposição a maior ou menor de KV ou mAs causado por queda de energia e rede mal dimensionada; Exames com posicionamento incorreto por descuido e desconhecimento de anatomia; Exames comprometidos por fog causado por entrada de luz externa na câmara escura, agressão das películas pelos gases das químicas de revelação, níveis de umidade da câmara escura, radiações secundárias e até por danos causados pelo transportador. |
26 |
72% |
de respostas de indústrias e representantes comerciais de produtos radiológicos, sendo omissas ou de completo silêncio, quando questionado sobre a tecnologia e formas de melhor aproveitamento destes, na busca da redução de dose de radiação. |
27 |
65% |
dos produtos para radiologia a venda no mercado, com tecnologia antiga não incorporando os avanços da década de 90. |
28 |
85% |
dos vendedores com conhecimentos deficiente dos próprios produtos que comercializava. |
DISCUSSÃO
Ao analisar-mos os dados constatados, podemos afirmar sem qualquer sombra de dúvida, que, a situação encontrada é totalmente caótica. Quando analisamos pelo ponto de vista da qualidade, podemos ver que, de acordo com Dados Constatados itens 01-07, nos demonstra o total abandono em que se encontra os departamentos radiológicos, pois, ao trabalhar-mos com equipamentos fora de padrão ou descalibrados, acessórios obsoletos ou danificados e material de consumo inadequados e ou sem padronização, e, ao procurar-mos manter uma imagem mais aceitável, somos obrigados a utilizar doses altíssimas de radiação no paciente para a tecnologia atual, e, com tal atitude, iremos colidir frontalmente com o princípio alara.

Ao analisar-mos pelo ponto de vista da proteção radiológica, podemos constatar que, estamos totalmente a mercê das circunstâncias, e analisando os Dados Constatados itens 08-15, podemos ver o total descaso de responsáveis por departamento e autoridades, pois, ambos estão motivados pelo seguinte; proprietários e responsáveis, se escudam na falta profissionais especializados e na inoperância da fiscalização, e a fiscalização, facilita estas ações, baseado nas argumentações de falta de pessoal e na escassez de mão de obra especializada para operacionalizar estas atividades.

Analisando os Dados Constatados itens 16-25, vamos constatar outro ápice do descaso público, pois, até o ano de l985/6, a formação de profissionais de nível técnico, foi quase que totalmente empírica, e isso, para quem teve formação, sendo que, conforme ficou demonstrado (18 e 19), apenas 12% dos pesquisados tiveram algum tipo de curso, e o restante, aprenderam a ser operador de RX, na modalidade de estagio supervisionado e a grande maioria, já com alguém que sabia fazer a radiografia mas sem os conhecimentos teóricos. E este tipo de formação, veio apenas agravar ainda mais esta já triste situação, pois, na prática, era um fotógrafo de osso ensinando a profissão à outro.

Após 1986, quando a profissão de Técnico em Radiologia foi regulamentada, foi criado o 1º curso de tecnólogos em radiologia, que teoricamente, teria uma formação condizente com as necessidades operacionais, mas, o que se seguiu, foi uma luta de classes para a regulamentação baseada em duas argumentações, uma salarial e a outra, de ciúmes de formação e medo de perda de espaço. Sendo que estes entraves políticos ideológicos, frustou a abertura de novos cursos e foi contra-atacado até por projetos de lei tentando implantar novamente os antigos cursos a nível de 2º grau, que ainda esta sendo tentado implantar ilegalmente no País por alguns saudosos do casuísmo. E analisando este assunto, podemos ver como esta órfã a prestação deste serviço nos interiores principalmente, pois, este profissional, não tendo os devidos conhecimentos, não tem como executá-lo de forma eficiente, e, para completar, quando vai adquirir aparelhos, acessórios e material de consumo, ainda é obrigado a fazê-lo de forma totalmente intuitiva, pois, sem conhecer tecnologicamente os aparelhos, acessórios e materiais de consumo, bem como, algumas teorias de física e química, sempre vai ficar dependente de informações por não ter como analisar os produtos oferecidos. E nestas circunstâncias, podemos constatar este quadro de desolação, pois, a maioria absoluta dos vendedores não tem conhecimento adequado de seus próprios produtos (ver Dados Constatados 26 - 28), sendo a maioria de sua argumentação de venda, o nome do fabricante ou o preço, mas quando questionado sobre rendimento, constituição física ou química e compatibilidade com o material já existente no departamento, sempre ficam devendo a resposta para quando voltar ou simplesmente admitem que não tem conhecimento, mas, que o produto já esta sendo utilizado por outros departamentos com sucesso e garantindo que o produto é bom ou mesmo não sendo o melhor, é o mais barato do mercado, inclusive, citando alguns estabelecimentos públicos que o utilizam com sucesso administrativo financeiro.

Analisando esta situação como um todo, poderia ser até cômica se não fosse tão triste, pois, a falta de informação a respeito dos riscos, levam até os próprios vendedores, trabalhadores, proprietários e sua prole, a se submeter ocasionalmente a doses substanciais de radiação ao se submeter a exames radiológicos, que, com um mínimo de investimento, poderia reduzir até mais de 70% das doses utilizadas.
E para complementar proporcionando uma melhor compreensão do assunto discutido, passaremos a analisar alguns tópicos específicos de um departamento radiológico, que, sem observância nestes dados de simples compreensão e aplicação, dificilmente teremos como obter qualidade destes serviços.
SALAS DE EXAMES
Nos levantamentos realizados, foram detectados várias falhas, dentre estes, podemos mencionar:
- falta de blindagem das paredes, portas e até janelas (risco de irradiação de pessoas fora da sala de exame);
- inexistência de biombos pumblíferos (exposição de profissionais á radiação secundária durante os exames);
- inexistência de renovação e resfriamento do ar (risco de aceleração de reações alérgicas durante os exames contrastados);
- câmaras escuras anexa as salas de exames, deixando o ambiente da sala com vapores de químicos de revelação (podendo provocar distúrbios em pacientes com problemas respiratórios);
- aparelhos e grade estativa ou bucky mural com instalações inadequadas (expondo terceiros a radiação secundária e até do foco primário);
- e, falta de espaço suficiente para um atendimento personalizado, respeitando o estado de saúde dos pacientes mais deficientes.
- mais algumas incoerências encontradas: tecnologia e técnicas já ultrapassadas, técnicos em radiologia sem formação e habilitação.
Uma sala de exames segura, deveria ter: espaço físico de pelo menos 25mt² (5/5mt), sendo que, a mesa de exames deverá ser instalada de modo que, o seu centro na transversal, fique a 2mts ou mais da parede baritada do lado do suporte da ampola e a pelo menos 3 mts do centro a parede baritada na frente da mesa ou seja parte utilizável para atendimento dos pacientes e, na longitudinal, 2mts do centro a parede baritada do lado superior da mesa e a 3mts ou mais, da parede baritada do lado da grade estativa ou bucky mural, sendo que, entre o pé da mesa e grade estativa ou mural bucky, deverá ter espaço de pelo menos 2mts entre mesa de exames e bucky mural ou grade estativa, pois, em exames em ortostática, a ampola deverá poder se movimentar pelo menos da altura dos joelhos para cima, e, também em exames de tórax, a distância padrão para um correto exame, requer distância foco/filme de 180cm. Devendo ainda ser instalado o bucky ou estativa mural, de modo a respeitar as normas de proteção radiológica ou seja, em uma parede voltada para área externa com o menor índice de trânsito ou permanências de pessoas e blindagem duplicada.
Nota: Esta distância também propicia, o atendimento a pacientes politraumatizados que, na maioria das vezes, requer as primeiras radiografias ainda sobre a própria maca, pois, a simples remoção do paciente da maca para a mesa de exames sem os cuidados específicos, poderá provocar danos neurológicos irreversíveis onde deveria receber apenas diagnóstico e um tratamento de recuperação.
Os aparelhos radiológicos da sala, devem ser instalados de forma a ser respeitado a distância média de 2 metros da ampola de raios X a parede baritada, pois, sendo a força da radiação inversamente proporcional ao quadrado da distância, se a um metro ela já reduz a 1/4 da sua eficiência, a 2 metros esta já estará reduzida a 1/16; paredes blindadas com 2 mm de Pb ou barita com igual equivalência, até 200cm de altura, e, portas e possíveis janelas com 2mm de Pb, pois, com esta barreira eqüivalendo a quase um TVL, podemos quase que eliminar a radiação fora da sala, e, devemos nos lembrar que, temos a obrigação de proteger os membros do público e o meio ambiente; Os biombos pumblíferos, deverão ser construídos ou instalados, com blindagem equivalente a 2mm de Pb, inclusive, o vidro da janela pumblífera com a finalidade de proteger os profissionais em serviço. Deverá possuir ainda, instalação de sistema de ar refrigerado, pois, em exames com utilização de contraste iodados, a alta temperatura e falta de corrente de ar, poderá acelerar e até induzir efeitos indesejados. Os sistemas de refrigeração do ar, deverá ser instalados no teto ou nas paredes acima de 200cm de altura.
APARELHOS RADIOLÓGICOS:
OS APARELHOS FIXOS ainda vendidos atualmente, tem um Número significativo de aparelhos monofásicos com retificação de meia onda, sendo de nosso conhecimento que, os aparelhos trifásicos de onda completa, tem rendimento bastante superior não esquecendo a tecnologia atual, os aparelhos de alta freqüência microprocessados; Alta amperagem, número significativo de aparelhos com mais de 300mA, inclusive, mencionados na Norma Técnica de Proteção Radiológica do Estado de São Paulo instituída pela resolução 625 de 14 Dezembro de 1994 (item 6.1 b e c) entre outras, como aparelhos ideais para serviços de grande porte, sendo que pelo ponto de vista deste estudo, é uma proposta até perigosa, pois, se temos um aparelho com alta amperagem, é comum se ver exames sendo feitos com altos mAs e baixas quilovoltagens, e pelo ponto de vista da proteção radiológica, sendo um erro grosseiro, pois, quanto mais mAs utilizamos, maior é o número de elétrons liberados (bombardeados), e portanto, maior o número de interação e danos de ordem radiológica no paciente e etc.;
Nota 1: Os exames que normalmente se executa com maiores miliamperagens, são os perfis de coluna lombo sacra e Junção L5/S1, mas, eqüivalendo analisar que estes exames são realizados (se com eficiente padronização de acessórios e materiais de consumo ponta de linha), com uma técnica aproximada de 40 a 100 mAs e 75 a 120 kV (em paciente tipo pequeno até grande e meio obeso). Valendo ressaltar que, em pacientes muito grande e ou obeso, podemos aumentar o tempo de exposição (desaconselhável como rotina, mas, plenamente aceitável em casos especiais quando analisado pela ponto de vista do princípio ALARA).
Nota 2: Quando aplicamos 100 mAs em um aparelho de 200 mA (praticamente não utilizável nos dias de hoje, vamos utilizar apenas 0,5 segundos e se for em um aparelho de 300 mA, 0,33 segundos).
Nota 3: O tubo 20/40/125 kV na realidade, só é utilizável com segurança até 110 kV, e normalmente, bloqueados em média com 117/120 kV com tempos inferiores a 8 Centésimo de segundo (0,08).
Nota 4: O que realmente estamos precisando de adicionar aos novos aparelhos de 300 mA, são os tubos 30/50/150 kV, pois, estes tem uma curva de calibração superior que permitem sua utilização com maior volume de mAs em até mais de 120 kV, com carga superior ao tubo de 125 kV nos proporcionando maior elasticidade de técnicas com alta quilovoltagem, maior tempo de vida útil em atividade constante e segurança nas técnicas aplicadas.

Figura 1: Curva de tubo 20/40/125 60 Hz trifásico convencional. Carga máxima de kV suportada. Conforme pode ser observado, o limite máximo de mAs está intimamente ligado a seu potencial de carga. Exemplo:
Tempo Seg. |
kV | 300 mA Carga Máxima |
Tempo Seg. |
kV | 400 mA Carga Máxima |
Tempo Seg. |
kV | 500 mA Carga Máxima |
||
| 3,0 | 50 | 900 mAs 50 kV | 1.8 | 50 | 720mAs/50 kV | 1.0 | 50 | 500 mAs/50 kV | ||
| 2.0 | 60 | 600 mAs/60 kV | 1.0 | 60 | 400mAs/60 kV | 0,6 | 60 | 300 mAs/60 kV | ||
| 1,5 | 70 | 450 mAs/70 kV | 0,7 | 70 | 280 mAs/70 kV | 0,4 | 70 | 200 mAs/70 kV | ||
| 1.0 | 80 | 300 mAs/80 KV | 0,5 | 80 | 200 mAs 80 kV | 0,2 | 80 | 100 mAs/80 kV | ||
| 0,7 | 90 | 210 mAs/90KV | 0,3 | 90 | 120 mAs/90 kV | 0,12 | 90 | 60 mAs/90 kV | ||
| 0,5 | 100 | 150 mAs/100kV | 0,2 | 100 | 80 mAs/100 kV | 0,06 | 100 | 30 mAs/100 kV | ||
| 0,4 | 110 | 120 mAs/110 kV | 0,15 | 110 |
60 mas/110 kV | 0,02 | 110 | 10 mAs/110 kV | ||
0,25 |
125 |
75 mAs/125 kV |
0,065 |
125 |
26 mAs/125kV |
0,00 |
125 |
sem suporte |
APARELHOS PORTÁTEIS
Devido principalmente ao preço de venda destes, existe uma grande proliferação destes aparelhos em clínicas e hospitais, mas, eqüivale analisar que, a grande maioria são utilizados sem colimadores e grande parte sem filtro de alumínio; Por ser considerado de pequena potência, geralmente são utilizados em enfermarias, pronto socorro, e até corredores sem observar as medidas de radioproteção. Eqüivalendo analisar, que, embora seja este de pequena potência, a carga de radiação necessária para realizar o exame, é a mesma de um aparelho de grande porte, e, se considerar-mos que pela pouca potência precisaremos utilizar tempos muito mais extensos, podemos ver que estamos propiciando maiores riscos de quebras cromossômicas, e portanto veremos que são muito perigosos pelo ponto de vista da proteção radiológica e da legislação específica.
Nota: Os aparelhos portáteis com mais de 150mA, também são impróprios para operação portátil, devido, as deficiências de rede elétrica, pois, será muito difícil termos rede exclusiva para estes aparelhos, em todas as dependências que provavelmente estes serão utilizados, e não devemos esquecer que, ao usarmos uma técnica de 100mA e 80kV, estamos exigindo da rede 8kVA, e, com esta carga, já será possível desestabilizar a tensão em redes que não seja previamente projetada.
TECNOLOGIA
Grande parte dos aparelhos disponíveis a venda no mercado, são de tecnologia ultrapassadas a mais de duas décadas. Como exemplo, sito o volume de aparelhos ainda fabricado no País e importados como carro chefe de vendas, dotados de geradores monofásico (com utilização imprópria), pois, é de conhecimento geral, a liderança dos equipamentos trifásicos. Sendo importante mencionar que, os equipamentos já estão sendo concebidos com geradores de alta freqüência e na indústria nacional, já temos equipes de desenvolvimento produzindo aparelhos de alta freqüência microprocessados registrados no Ministério da Saúde, nos proporcionando tempos exatos em milésimos de segundo, e, que devido a alta freqüência e circuito de realimentação, faz com que a corrente permaneça sem defazagem sendo capaz de fazer o mesmo exame que um trifásico, com até 40% de redução no mAs, proporcionando assim, excelente redução nos níveis de radiação na pele do paciente, profissionais e membros do público.
Como exemplo dos resultados obtidos neste trabalho, cito os aparelhos portáteis de até 100mA e retificação de meia onda, com escalas de correntes de 30, 50, 75 e 100mA com limites de 90KV como: 100mA até 45KV, 75mA até 55KV, 50mA até 75KV e 30mA até 90KV equipados com disparadores mecânicos de exposição e utilizando tempos imprecisos de 0,05 a 0,1 segundo de tempo mínimo (tempos de exposição, oscila com as defazagens de rede elétrica), tendo ainda como agravante, a utilização de escalas de 5 em 5KV, sendo estas, limitações graves para uma operação segura, pois, conforme dados levantados por este trabalho, os conhecimentos dos operadores são insuficiente para operá-los adequadamente, pois, terão problemas para calcular o mAs (mÁ + tempo), KV e distância para realizar os exames, passando portanto, a utilizar apenas o diferencial de KV, tempo e distância aproximada, sem se preocupar com a qualidade de imagens / volume de mAs utilizado e portanto, o valor de mili-Roentgens incidente na pele do paciente, profissionais e membros do público. Como opção, temos hoje os aparelhos portáteis de 120mAs 110 e 125KV com gerador monofásico de onda completa e até de alta freqüência microprocessado, que, por sua concepção, pode ser operado com KV contínuos de 35 há até 110 / 125KV em correntes de 30, 50, 80, 100 e 120mA. Estes aparelhos, são na verdade de até 120mAS, pois, podem operar com até 100mAs com Kilovoltagens superiores a 90kV no foco de 100mA em um segundo e podendo ser operado com até 110 ou 125KV em praticamente todas as faixas (foco) de corrente. Outro diferencial destes, são a instalação do filtro de alumínio e o colimador, que na realidade são os únicos redutores de radiação e protetores instalados no próprio aparelho emissor.
INEXISTÊNCIA DO COLIMADOR
Torna-o, impróprio para utilização, pois, a maioria a uma distância foco filme de um metro, irradia uma circunferência de até 80cm, e portanto, até em um exame de mão, poderá irradiar as Gônodas. Sendo que, a falta deste acessório, provoca quase sempre uma taxa de irradiação excedente, em mais de 200% da área do exame.
AUSÊNCIA DO FILTRO DE ALUMÍNIO, número substancial de aparelhos portáteis e até aparelhos fixos, ainda são produzidos sem este insubstituível acessório de segurança, mas, eqüivalendo analisar que, a simples retirada deste acessório, é capaz de aumentar a dose excedente recebida na pele em até mais de 200%, e como exemplo, cito um exame de abdome AP (que expõe as gônodas no foco primário) com técnicas antigas em que se realizava com uma distância foco filme de 1 mt, 100mAs e 75kV. Em um aparelho utilizando filtro de 2.0mm de alumínio, irá expor o paciente a uma dose aproximada de 1.200mR, e se fosse realizado em um aparelho sem filtro com a mesma técnica, iria expor o mesmo a 3.500mR por exposição, sendo que, se o exame a ser realizado fosse uma urografia com um mínimo de 6 exposições, no aparelho com filtro, o paciente receberia 7,200mR e no sem filtro, 21.000mR em um único dia em um período de menos de uma hora (não devendo nos esquecer que, o limite estabelecido para as pessoas do público receber em 30 anos, é de 5.000mR);
MECANISMO DE DISPARO MECÂNICO, impróprio, pois, com o desgaste de uso e problemas de alimentação na rede, estes alteram e aumenta ainda mais a imprecisão das exposições, sendo que, até as últimas manutenções que presenciei, os técnicos de manutenção ainda não tinham timer ou osciloscópio para calibrar os Tempos exposição.
TEMPOS LONGOS DE EXPOSIÇÃO, grande parte dos portáteis de 100mAS, ainda utilizam tempos que variam de 0,05 a 5.0 segundos e até 10 segundos, sendo que, os tempos mínimos de cinco centésimos de segundo, nem sempre funcionam a contento, sendo necessário a utilização de um décimo de segundo.
BAIXA QUILOVOLTAGEM, a concepção da maioria dos portáteis por ser de ânodo fixo, permite apenas baixa quilovoltagem e tempos longos, pois, para se obter 50mAs e 90kv, precisam de 1,65 a 2,0 segundos e 100mAs com 90KV, precisam de praticamente 3,3 a 4,0 segundos (um crime). Conforme pode ser observado, trata-se de propaganda enganosa, pois, estes, são calibrados de acordo com o limite do filamento, Exemplo: 100mA x 45KV = 4.50KW, 75mA x 60KV = 4,50KW, 50mA x 75KV = 3,75KW e 30mA x 90KV = 2,70KW, portanto, pode se observar que, estes são viáveis, apenas com tempos excessivos pois, ao utilizar-mos 75 KV e 20 mAs, vamos precisar de expor o paciente a uma taxa de irradiação de 0,4 segundos e se precisar-mos de uma técnica equivalente à 20mAs / 90KV, precisaremos expor o paciente à uma taxa de 0,66segundos, mas, como no painel não consta este tempo de exposição, precisaremos compensar para 0,6seg. aumentando a kilovoltagem (inviável limite máximo) ou compensar para 0,7seg. reduzindo o KV (também inviável, pois, com a escala de KV de 5 em 5 KV, se reduzíssemos para 85KV, precisaríamos aumentar o mAs quase 50% elevando-o à aproximadamente 30mAs, o que aumentaria o tempo de exposição para 1,0segundo), sendo que nestas condições, só teríamos uma alternativa, variar a distância, mas, considerando que a força da radiação e inversamente proporcional ao quadrado da distância e diretamente proporcional a sua força, precisaríamos de trabalhar com uma calculadora científica em mãos para saber quantificar todas as variáveis e assim determinar-mos a distância ideal para uma imagem padronizada.
Nota: Deve-se observar ainda que, a maioria dos portáteis com as ampolas de anodo fixo 100/90, tem uma calibração incorreta do valor do kV. A curva do tubo acima mencionado, não suporta de 80 a 90kV com tempos extensos, e, como este aparelho não vem com bloqueio de carga, normalmente os valores impressos não correspondem com seu rendimento, pois, uma carga de 90kV e 30mAs com tempos de exposição superior a 0,8segundos, já será suficiente para danificar a maioria dos anodos fixos utilizados nestes aparelhos.
INSTALAÇÃO, Grande parte dos aparelhos radiológicos instalados no País, compartilham a rede elétrica do aparelho com a rede geral do estabelecimento que o abriga (que na maioria das vezes tem fiação com bitola incompatível com a demanda do aparelho), pois, quase sempre, estes aparelhos foram instalados em data posterior a instalação da instituição, sendo que, na concepção do projeto (quando houve), não foi dimensionado a instalação de um aparelho que, se for de 300mA/125KV, quando for executado uma técnica de apenas 300mA/100KV, vai requerer um potencial de 30 kVA (30KW) da rede, e, caso a instituição esteja servida por um transformador de 75 KVA, mas também já esteja utilizando mais de 45 KVA, haverá um rateio no momento do disparo, e, todos os aparelhos ligados serão afetados recebendo menor carga, para em seguida, receber uma carga integral e as vezes com pico de tensão superior à rede ocasionado por artifícios que procuram estabilizar a tensão preservando estes aparelhos, e que hoje, é largamente utilizado em grande número de aparelhos elétrico eletrônicos. Danos Provocados: 1) Danos elétricos em aparelhos eletrônicos; 2) radiação com comprimento de onda inferior ao requerido para o exame provocando a perda da película, filme, química, tempo dos profissionais em serviço e paciente, bem como, dobrar a taxa de irradiação de todos os envolvidos. Número significativo de aparelhos com instalação física inadequada como: a) salas em local impróprio; b) espaço físico insuficiente para um eficiente atendimento a pacientes politraumatizados; c) raio central incidindo sobre área ocupada e etc..
MANUTENÇÃO, a maioria esmagadora dos aparelhos radiológicos, tem recebido uma manutenção totalmente inadequada, como exemplo podemos citar: Eletricistas práticos e curiosos sem qualquer aparelho de aferição (osciloscópio, mufla, câmara de ionização e etc.) fazendo reparos elétricos/eletrônicos, com a finalidade específica de não deixar o aparelho parado, mas, sem o mínimo conhecimento teórico e técnico operacional da arma que manuseia, portanto, é comum ver alguns destes elementos tirando o filtro de segurança (alumínio), para aumentar o rendimento do aparelho, bem como a maioria dos focos do aparelho, com rendimento totalmente diferenciado.
NOTA1: Valendo ressaltar que, a retirada do filtro de alumínio, só irá aumentar a emissão de radiação de baixa energia, que na realidade, só irá contribuir para com o aumento da dose recebida na pele, mas, sem qualquer benefício para a imagem objeto de exame.
NOTA2: Sendo de suma importância, a contratação de manutenção de fábrica ou de técnico em manutenção treinado e autorizado pelo fabricante com aval do IRD, com a finalidade de, prestar uma eficiente prestação de serviço a comunidade alvo com a garantia de controle de qualidade de produtos e serviços.
UTILIZAÇÃO
O grande número de aparelhos com alta mA, esta induzindo a um equívoco grave, pois, em vários departamentos visitados, tenho visto exames de abdome ser realizado com 100mAs / 55 a 60KV, enquanto sabemos que hoje, já dispomos de condições e tecnologia, para reduzir estes valores para até 20mAs / 70 a 75KV. Outro ponto que vai de encontro e totalmente contra a utilização de altos mAs, são as deficiências encontradas nas redes de energia elétrica, que em grande parte das cidades da região Norte principalmente, são distribuídas com enormes variações, e a utilização de altos mA vai ocasionar mais instabilidade, e inclusive, achar estar aplicando um determinado potencial, e na realidade estar usando apenas percentagens inferiores a 90% da carga requerida.
CHASSIS
Temos diversos modelos e tecnologias empregadas para a confecção destes acessórios: Chassis de plástico, polietileno e etc. - sendo confeccionado com uma armação de polietileno preto e partes planas de plástico opaco, sendo inadequado para serviço ostensivo, principalmente de Pronto Socorro, devido a dificuldade de acepcia; Chassis de metal e plástico ou polietileno - também inadequado para serviço ostensivo, pois, devido a sua concepção de aro de metal com áreas planas de material plástico ou de polietileno, cria espaços entre ambos ocasionando o risco de contaminação por bactérias e sua disseminação entre os outros pacientes, bem como, tendo densidades não uniformes, podendo mascarar imagens causando falsos diagnósticos; Chassis de alumínio leve - Sendo até o momento, os que melhores resultados tem apresentado, pois tem boa linearidade e as melhores condições de acepcia.
ÉCRANS
Embora hoje já tenhamos estes acessórios com tecnologia de última geração, a maioria utilizada principalmente nos interiores, mas também presente nas capitais, ainda são antigos ou de tecnologia antiga que não proporcionam rendimento condizente, portanto, ainda é comum encontrar écrans com mais de 10 anos de uso e as vezes novo mas comum com tecnologia antiga e com vários danos em sua superfície emissora de luz. Valendo comentar que, embora os écrans emissores de luz verde seja uma das últimas palavras em tecnologia, os écrans rápidos ou ultra rápidos emissores de luz azul em conjunto com filmes sensíveis a luz azul, podem ter rendimento e qualidade equivalente a alguns emissores de luz verde quando convenientemente padronizados e trabalhados com técnicas apropriadas.
CONJUNTO DE CHASSIS / ÉCRANS
Linearidade - O conjunto chassis/écran, é muito mais importante que o convencionalmente imputado a eles. Como exemplo, podemos citar que, se utilizarmos em conjunto dois tipos de chassis com material de peso molecular diferentes, não teremos como obter um adequado padrão de imagem, perdendo muitas películas por uma estar muito penetrada ou queimada e outras por estar pouco penetrada ou seja, sem imagem definida; Se utilizarmos em conjunto um écran novo e um usado, não teremos padrão, porque, o novo terá mais emissão de luz necessitando menor índice de radiação que o mais usado gerando conflitos de técnicas e uma imagem deficiente; Se utilizarmos em conjunto um écran rápido e um convencional, pelo mesmo motivo não teremos como padronizar as técnicas; Se utilizarmos em conjunto um écran emissor de luz verde e um emissor de luz azul convencional, rápido ou ultra rápido, também não teremos um padrão de imagem, pois, até mesmo écrans de um mesmo fabricante de lotes de fabricação diferentes, podem ter rendimentos diferenciados. Nestes casos, sempre teremos um radiografia muito penetrada e outra pouco penetrada aumentando o índice de irradiação no paciente e profissionais, aumento na perda de películas virgens, aumento do consumo de química de revelação, e aumento do desgaste do aparelho inclusive ampola produtora de Raios X pelas duplicações de exposições. Portanto, para controle de qualidade de imagens e serviços eficiente, toda a atenção neste conjunto é pouco, pois, dele depende o índice de radiação utilizada, a qualidade de imagens gerada por esta prestação de serviços a comunidade, e o plano básico de proteção radiológica.
NOTA: Alguns écrans importados da Korea com a indicação de emissores de luz verde, não apresenta qualidade e rendimento condizente.
CONSERVAÇÃO
Convencionalmente, o Chassis tem durabilidade superior a 3 anos e os Écrans superior a 2 anos, porém, depende de sua conservação, havendo casos de perdas inferiores a 6 meses. Alguns cuidados básicos necessários: Manuseá-los com cuidado, pois, são materiais sensíveis; limpeza de écrans com intervalo máximo de 15 dias se pequeno serviço e uma semana se grande serviço, sem esquecer, que, esta limpeza deverá ser realizada com agentes fornecidos pelos próprios fabricantes, e na falta destes, algodão hidrófilo levemente embebido com água destilada e posteriormente seco com algodão hidrófilo deixando-o secar completamente aberto na posição de "V" invertido; sempre guardá-los na posição vertical sem deixar que caiam, pois, ficando na posição horizontal, sempre ocorrerá a possibilidade de pousar-mos algo de peso sobre estes ou mesmo, tendo a possibilidade de cair gotas de água ou Química, e esta escorrer para seu interior danificando o écran; Conserva-los sempre fechado evitando qualquer contato com qualquer corpo estranho, e, sempre mantê-los em local com baixo índice de umidade. A conservação destes acessórios, é de primordial importância, pois, são caros, e deles dependemos para podermos fazer uma correta e eficiente imagem que irá registrar os dados relativos ao estado de saúde dos pacientes, que propiciará ao médico, a possibilidade de interpretar corretamente o exame e viabilizar um laudo com correta avaliação do estado de saúde deste.
UTILIZAÇÃO
Para termos o controle de qualidade básico, devemos iniciar uniformizando chassis confeccionado de material totalmente uniforme, da mesma estrutura molecular, do mesmo fabricante e se possível do mesmo lote; écrans de terras raras da mesma velocidade, do mesmo fabricante, do mesmo lote se possível, e, de preferência emissores de luz verde; manuseá-los sempre com cuidado, pois, são materiais sensíveis e quedas bem como peso sobre estes, podem propiciar o princípio do fim de sua utilidade normal.
CONJUNTO ÉCRANS/FILMES
TECNOLOGIA
Temos ainda o tradicional filme sensível a luz azul que utilizado com écrans emissores de luz azul rápido ou ultra-rápido, poderá ter um rendimento equivalente à alguns sensíveis ao verde, mas, se utilizado com Ecrans emissores de luz verde, precisaremos de mais de 70% de radiação para ainda formar uma imagem deficiente. O filme sensível a luz verde, apresenta excelentes resultados se utilizado com écran próprio, e em caso contrário, precisaremos até de mais do dobro da radiação, para formar a imagem ainda com péssimo contraste e resolução. Como tecnologia de ponta, hoje temos o filme sensível a luz verde de rápido acesso (RA), que, se utilizado com écrans emissores de luz verde, podemos utilizar com a mesma quilovoltagem de um sensível a luz azul convencional, mas, com apenas 25% do mAs necessário para a formação da imagem com a mesma resolução e contraste.
Nota: Uma necessidade premente hoje, são as devidas informações e recomendações de utilização nas caixas de filmes, informando: o tipo de filtro de luz, o tipo de químico e ecrans compatíveis, pois, devido a demanda no mercado, torna-se necessário o próprio consumidor pesquisar as opções e adequar ao seu próprio sistema, e, conforme esta implícito acima, a grande maioria de nossa mão de obra e administrações, não esta preparada para esta atividade.
CONJUNTO FILME/QUÍMICO
Um detalhe de peso em resolução e contraste, é o Químico utilizado, pois, temos diversos fabricantes, algumas concepções de fórmulas mais ou menos eficientes e modos de preparo para utilização diferenciados. Dentre estes, temos alguns com modo de preparo para utilização, de forma que dificulta a homogeneidade das químicas utilizada nas soluções, portanto, dificultando a ação destas nas películas à serem reveladas, e, causando a queda na qualidade com demora na formação da imagem, que ainda, pode se formar com péssima resolução, e, apesar de parecer algo apenas comercial, a utilização de filmes e químicos do mesmo fabricante, é importantíssimo, pois, normalmente os filmes são desenvolvidos de acordo com a química de revelação, e químicos de revelação em relação aos filmes fabricados por estes. Para a indústria, realmente é comercial, mas, se os utilizarmos, seremos beneficiados pois, principalmente neste final de século em que todos buscam qualidade, quem não tiver, ficará a beira da estrada de consumo, e isto, será em todos os meios comerciais, portanto, utilizando um determinado conjunto comercial e não tendo qualidade, com certeza irá procurar outro que tenha, pois, muitas vezes uma pequena diferença a mais no preço, nos traz muita economia com as perdas de material, e por conseguinte, se nosso cliente não ver qualidade em nosso serviço, com toda certeza irá procurar outro que lhe proporcione qualidade, e assim será nosso futuro, a corrida para a qualidade total.
ARMAZENAGEM:
1) FILMES, sempre deverá ser armazenado em posição vertical obedecendo a ordem de chegada, ou seja, os filmes mais velhos em estoque, deverá ser utilizado primeiro; o local de armazenagem, deverá ser protegido de qualquer fonte de radiação, devendo também, ser feito em local fresco e se tiver temperatura elevada, providenciar a circulação de ar com renovadores de ar ou ar condicionado; o nível de umidade deverá ser controlado e se for alto, deverá ser tomado providências reais como, adotar medidas de controle; cuidados com caixas de filmes abertas, é primordial o controle de temperatura e principalmente de umidade, sem esquecer das radiações que deverão continuar isentas. Em departamentos com pequeno consumo, principalmente na região norte, deveria ser adquirida caixas de filme de 100 películas embaladas em 4 lotes individuais de 25 películas com a finalidade de, evitar o fog causado pôr altos índices de unidade e temperatura.
NOTA: Um meio prático de reduzir os índices indesejáveis, seria a utilização de uma caixa de isopor de tamanho apropriado, protegido por uma caixa de madeira blindada com 2mm de chumbo, disposta em local o mais fresco possível e com fundo interno forrado com carvão vegetal seco, que, reduziria a índice de umidade e controlaria a temperatura, criando assim, condições propícias para reduzir o fog causado por estes agentes e inclusive, a radiação secundária e de fundo, que também contribui com excelente eficiência para a perda da qualidade de imagens, e que por extensão, nos obriga a utilizar mais radiação, para utilizarmos menores tempos de revelação, e assim amenizar o fog e obter uma qualidade de imagem mais aceitável.
2) QUÍMICOS - Os químicos de revelação ainda não preparados, deve ser armazenado em local o mais fresco possível e, os já preparados, devendo ser armazenado em local com baixas temperaturas em frasco totalmente fechado, com a finalidade de, evitar que as substâncias se decantem, evaporem ou oxidem perdendo a sua eficiência. Os químicos em uso, se na processadora, deverá para manter sua eficiência, ser corretamente calibrado em sua temperatura e renovação; a água para lavagem das películas, deverá ser filtrada e utilizar de preferência temperaturas inferiores a 30 graus. Os químicos em uso para revelação manual, deverá ter os tanques sempre o mais fechados possível durante todo o período que estiver fora de atividade, com a finalidade de, evitar a evaporação e oxidação, sendo que, para se obter sua correta performance, não deverá deixar que se escorra dentro do tanque de revelador, nenhum resíduo de revelador das películas em revelação, e, sempre que o nível do tanque for reduzido, ser completado com revelador novo. Em departamento com pequeno serviço, pelo menos uma vez por semana, deverá ser desprezado 1 litro de revelador do tanque e completado com volume igual de revelador novo. O fixador, também deverá manter o tanque o mais fechado possível quando o mesmo estiver sem utilização, com a finalidade de, evitar a evaporação e oxidação provocando a queda de ação destes nas películas, e, se pequeno serviço, todo final de semana retirar 1 litro do fixador do tanque desprezando-o, e colocando o mesmo valor de fixador novo para completar o nível deste. Se grande serviço, a cada 2 dias desprezar o mesmo valor mencionado anteriormente de fixador e revelador dos tanques, completando com volume igual de química nova.
Nota; Para revelação manual, sempre ao preparar novos químicos, deixar já preparado, o equivalente a um quarto de volume do tanque, em frasco hermeticamente fechado com a finalidade de, completar este quando baixar o nível e fazer a troca de reforço quando necessário.
TRANSPORTE DE MATERIAIS DE CONSUMO
Podemos nos lembrar que, o transporte de matérias radioativas, são feitas com a máxima segurança e controle com a finalidade de proteger matérias sensíveis a suas ações. Agora podemos nos lembrar também, que os filmes radiográficos são sensíveis a radiação, temperatura, umidade e danos de ordem física. Ao rememorar-mos sobre o transporte de carga, os cuidados necessários e a composição dos filmes radiográficos, podemos nos lembrar que, durante o transporte principalmente rodoviário, os filmes são expostos a vários riscos, e entre estes podemos citar: a exposição a altas temperaturas, queda das caixas, pressão sobre as películas por motivos diversos durante a viagem, e, ser exposto a níveis mais altos de radiação que o tolerado por passar por regiões onde o nível de radiação pode ser mais alto de origem natural, acidental e até mesmo, em caso de o veículo transportador sofrer avaria necessitando de serviços de solda elétrica. No transporte aéreo, há o risco de danos pela radiação de fundo, por ser esta, bastante superior aos índices incidentes na superfície terrestre. Portanto, cumpre também analisar-mos, as condições de transporte de nossos materiais de consumo, pois, na região Norte, não é surpresa deparar-mos com diferença de densidade ótica, em filmes virgens revelados.
CÂMARA ESCURA:
Quando vamos falar sobre câmara escura, devemos inicialmente questionar alguns itens, como: Os filmes radiográficos são sensíveis a luz natural, radiação, umidade, temperatura e gases dos químicos de revelação. Portanto, para ter-mos uma boa qualidade da câmara escura, temos que em primeiro lugar, pensar na devida adequação, como: instalação de foco de segurança (filtro vermelho) conforme especificação do fabricante de filmes em utilização no departamento; exaustor com proteção de luz externa; espaço físico suficiente para futura ou instalação imediata de uma processadora; instalação de tanque de revelação manual para adoção de controle de qualidade de imagens e doses de radiação; mesa com sub-grade para guarda e manipulação de filmes radiográficos e chassis; total vedação de luz externa; total vedação aos raios ionizantes (sala de exames totalmente baritada ou sala de câmara escura totalmente baritada); sala com o menor índice de umidade possível; sala instalada em área com a menor exposição possível ao sol ou outras fontes de calor com a finalidade de, evitar o aumento de temperatura interior (o calor pode danificar a camada de gelatina dos filmes e propiciar alterações físicas, químicas e a sensibilidade das moléculas de prata, o que ocasionaria a perda de qualidade da imagem, e, até mesmo a formação de maior número de gazes tóxicos para o profissional Câmara Escura provocando maior insalubridade profissional); e, se o ambiente ainda continuar com nível de temperatura elevada, instalar sistema de ar condicionado ou sistema de ar central sem retornar o ar da câmara escura para a central de ar, pois, os gases com químicos ativos, proporcionará a disseminação dos gases por todas as salas ligadas ao ar, e, por sua composição química de natureza ácida, inclusive, provocará danos nos próprios dutos.
CUIDADOS - Verificar todas as manhãs, a existência de qualquer infiltração de luz externa reparando-as de imediato; providenciar para que as câmaras escuras não tenham temperaturas superiores a 25 graus; ter absoluto cuidado na instalação da luz de segurança evitando vazamentos de luz natural e para que, esta, tenha o filtro da cor especificada pelo fabricante de filmes fornecedor do departamento, ficando instalado, a pelo menos 1,50mt de distância da mesa de manipulação de filmes e processadora automática ou tanque de revelação, sendo que, para que se tenha uma instalação adequada, deverá esta, ficar posicionado de forma a iluminar com leve penumbra a mesa de manipulação de filmes e processadora ou tanque de revelação.
REVELAÇÃO
Quando se faz os exames na sala, a conclusão desta prestação de serviço será concluída na câmara escura e exatamente na revelação, sendo que, este serviço, deverá ser feito também com igual competência e dar resultados equivalentes. E para que esta conclusão seja satisfatória, devemos seguir uma metodologia adequada e ter alguns cuidados, entre estes, podemos citar: Padronização de chassis utilizados no departamento do mesmo fabricante, com material de estrutura molecular e densidade linear; padronização de écrans do mesmo fabricante, com mesmo tipo de terras raras e se possível do mesmo lote de fabricação; Padronização de filmes do mesmo fabricante, compatível com o mesmo tipo de emissão de luz do écran utilizado; padronização dos químicos de revelação, do mesmo fabricante de filmes com especificação para o mesmo filme utilizado; Se a revelação for realizada em processadora automática, sempre utilizar tempos de revelação acima de 3 minutos (entrada e saída dos filmes na processadora), pois, a maioria dos filmes e químicos de revelação, tem reação ideal para máxima resolução e contraste em temperatura natural, com 2 minutos do filme no revelador, e, ao aumentarmos a temperatura para obter-mos tempos inferiores, sacrificamos a resolução e contraste, sacrificando também o tempo útil dos químicos por evaporação e oxidação; Ao utilizar revelação manual, devemos fazê-la com o filme mergulhado de 1 a 2 minutos no revelador (padronizado), e, ao retirar-mos este do tanque, evitar deixar escorrer o químico da película revelada de volta no tanque do revelador (medida básica para longevidade da química reveladora), lavar bem a película em água corrente, deixá-la fixar por mais 2 minutos no fixador e depois lavar em água corrente por tempo suficiente, com a finalidade de, deixa-la totalmente limpa dos químicos utilizados, procurando evitar que estes posteriormente, venham a danificar a imagem latente atual; Sempre ao fechar a porta da câmara escura para revelar um filme, ter a certeza de tê-la fechado totalmente e procurar possíveis entradas de luz natural por frestas, vazamento de luz da lanterna de segurança e etc.; Manusear os chassis e filmes com cuidado evitando danificar os écrans e filmes em utilização; Evitar a formação de estática ao colocar os filmes nos chassis causado por movimentos bruscos dos filmes nos chassis, pois, estes também, são suficientes para tirar a resolução da imagem de origem do exame.
Nota 1: Quando utilizamos tempos baixos para revelação, somos obrigados a aumentar a exposição em média até mais de 10 KV, e, como deve ser de conhecimento de todos que trabalham com radiologia diagnóstica, o aumento de 10KV em qualquer exame, vai provocar uma super exposição do paciente e do filme objeto de registro de imagens, e em contrapartida, a imagem latente terá uma queda no contraste, pois, ao aumentar-mos 10KV na exposição, reduzimos o cumprimento de onda e aumentamos o poder de penetração dos raios, e por conseguinte, estes raios, vão atravessar mais que o necessário as partes moles, e também, as partes duras, proporcionando-nos assim, uma imagem com um nível de contraste reduzido, e, quando por cima utilizamos alta temperatura do químico revelador para acelerar a revelação, vamos somar aos resultados negativos anteriores, os novos que, são as interações indesejáveis com os átomos de prata não afetados pela radiação ou luz objeto da exposição de origem do exame, mas sim da temperatura; Quando falamos de entrada de luz ou radiação na câmara escura, fica também compreendida a processadora, pois, esta quase sempre funciona fora da câmara escura, e, caso esta esteja exposta a radiação, mesmo que secundária, deverá ser blindada, pois, durante o processo de revelação, o filme ainda estará sensível e poderá vir a incorporar os danos desta na imagem; Sempre verificar o volume de química desprezada pela processadora durante a revelação; Verificar sempre a qualidade dos roletes de transporte das películas nos interiores da processadora; A água a ser utilizada na processadora, sempre deverá ser filtrada com filtro externo; Sempre verificar o volume e a qualidade da água no tanque de lavagem das películas; Para padronizar a qualidade de imagem na processadora, sempre utilizar os mesmos tempos de revelação e temperatura; Para padronizar a qualidade de imagem na revelação manual, sempre utilizar os mesmos tempos de revelação e fixação, sem esquecer, os tempos mínimos para um correto registro de imagens.
Nota 2: Em locais com alto índice de umidade, temperatura e baixos números de exames/mês, normalmente vamos encontrar uma grande parte dos filmes com fog aumentados, e, para obtermos mais resolução nessas condições, em situações de extrema urgência, seria o aumento de 50% do mAs e fazer a revelação rápida (média de 40 segundos), pois, assim teremos novos tempos de reação de todas as moléculas afetadas no total, pois, como o número de átomos afetados será proporcionalmente maior de origem do exame, a imagem latente se formará com tempos mais baixos que o convencional, e, antes que os outros átomos atingidos por energias mais baixas possam se solidificar (mas, sendo importante frisar que este recurso é extremamente danoso a sociedade, só devendo ser utilizado em último recurso e em casos de emergência, pois, o ideal, é proporcionar-mos as condições ideais de transporte, e armazenagem dos filmes. Também temos o compromisso moral de sempre procurar-mos irradiar o mínimo possível nossos pacientes, pois, desta prestação de serviço, definirá em grande parte a integridade física da humanidade no futuro.
ACESSÓRIOS SUPLEMENTARES:
COLIMADOR OU DIAFRAGMA, é uma caixa blindada de chumbo com 6 faces, sendo a superior afixada no aparelho, inferior protegida por vidro transparente, 3 laterais sendo totalmente fechadas e uma lateral, com uma janela para instalação da lâmpada de localização do foco de luz correspondente ao foco de radiação incidente. Sendo que, esta lâmpada incandescente em uma das laterais estrategicamente afixada, emite luz sobre um espelho instalado dentro do colimador na diagonal, o qual, estando corretamente calibrado, incide luz exatamente na mesma direção e campo dos raios X produzidos na ampola saindo pela parte inferior. Nesta mesma caixa, acha se instalados, algumas lâminas de chumbo dispostas em simetria com engrenagens manipuladas do exterior, de modo a limitar a área de incidência de luz e consequentemente, da radiação produzida na ampola. Contendo ainda, um disparador mecânico de tempo programado proporcionando luz na direção do foco de radiação e desligando-se automaticamente após 30 a 40 segundo de acionada (a programação de tempo da luz do colimador, deve-se ao volume de calor gerado por esta luz, que, se ficar ligada por tempo excessivo, poderá aquecer a própria ampola produtora de raios-X), com a finalidade de, proporcionar tempo suficiente para colimação do feixe de radiação primária, unicamente na direção e área a ser examinada. Tão simples é a operação de um colimador, que grande parte dos profissionais não o utiliza, e até algumas industrias, não o instala em aparelhos portáteis, mas, a correta utilização deste acessório, é o primeiro e maior meio de proteção radiológica utilizado em um aparelho, inclusive, podendo ser comparado a sua não utilização, com uma caçada de pombo com espingarda calibre 12. A função de um colimador, é exclusivamente de deixar que seja exposta apenas a região de interesse do exame, pois, se temos interesse em uma pequena área e irradiamos toda a região, a própria radiação secundária gerada nas áreas adjacentes, contribuirá para a perda da qualidade da imagem (A radiação secundária, é ocasionada por interação dos raios X com átomos das proximidades, que se desviam da trajetória retilínea projetada e vem a interferir na imagem latente do exame). Sendo este simples acessório, primordial em qualquer projeto de controle de qualidade de imagens e doses de radiação em radiodiagnóstico, pois, trata-se do único redutor, controlador e otimizador de dose emitida de radiação e controlador de qualidade, instalado no próprio aparelho emissor.
ESPESSÔMETRO
É uma régua com escala de centímetros, iniciando na sua confluência de formação em forma de "L" (com o mesmo formato e função do paquímetro), e tem a função de medir as espessuras das estruturas a serem radiografadas. A sua correta utilização, proporcionará a possibilidade de identificar o coeficiente de rendimento de aparelho, acessórios e materiais de consumo, e, obter a constante de rendimento destes. Apesar de a grande maioria querer ser autodidata, até mesmo os melhores profissionais que não o utilizam e portanto não conhecem a constante de seu material de trabalho, com freqüência constatamos o exame da mesma região com índices de penetração diferenciada, pois, o espessômetro, funciona como um estabilizador automático de energia. Como exemplo, podemos citar: Se um aparelho precisa de 110 volts para funcionar corretamente e a rede oscila de 90 a 130 volts, instalamos um estabilizador automático, para corrigir os picos de energia para que, esta permaneça na mesma amperagem e voltagem estabilizada e necessária ao correto funcionamento do aparelho. Sabemos também que, para um filme ficar sensibilizado formando a imagem e seus contrastes, necessitamos que determinado número de Roentgens, atravesse a área examinada e atinja o filme e os ecrans na mesma proporção dos filtros interpostos, ou seja, a área objeto de exame, sendo que, para o correto contraste, necessitamos de dois parâmetros básicos, o preto mais próximo da saturação e o transparente mais sensível encontrado. Sendo o preto, a região representada por área sem filtro ou de filtro com baixíssima densidade, e, a mais transparente, a região de alta densidade onde há menos ou quase inexistente passagem de radiação pelo filtro (área examinada). Enquanto temos os aparelhos de ultra-sonografia formando imagem com 256 tons de cinza, os filmes radiográficos sintetizam mais de 1000 tons de cinza, razão principal de sua utilização até os dias de hoje. Nos exames radiográficos, a passagem da radiação pela área examinada até o filme formando esta imensa gama de tons de cinza proporcionando o contraste, depende primordialmente de determinado comprimento de onda e força para atravessar estes filtros (área examinada), preservando desta forma as diferenças de densidade. Pois, se utilizarmos um comprimento de onda mais longo e com menos força que o requerido, esta radiografia ficará mais clara (pouco penetrada) e com menos resolução, e, se deixarmos revelar por mais tempo que o devido, teremos um contraste artificial demonstrando as áreas de baixa densidade, não demonstrando corretamente as estruturas examinadas de alta densidade. Se utilizarmos mais força e menor comprimento de onda que o requerido para a área examinada, fatalmente teremos uma radiografia muito preta (muito penetrada) ou seja muito queimada, que talvez até demonstre melhor as estruturas de alta densidade, mas, não registrando as estruturas de baixas densidade e portanto, perdendo grande parte da resolução do exame inviabilizando o seu valor para diagnóstico. O referido comprimento de onda, é formado pelo valor do KV e portanto da freqüência gerada, e, quanto maior for o KV, mais curto o comprimento de onda e maior é a força de penetração dos raios, e, quanto menor o KV, mais longo o comprimento de onda e menor a força de penetração dos Raios X. E sendo de nosso conhecimento que, a eficiência da radiação, é inversamente proporcional ao quadrado da distância e diretamente proporcional a sua força e comprimento de onda, devemos para fazer um correto registro de imagens da área examinada, considerar 5 itens básicos: 1) A densidade da área examinada; 2) A espessura da área examinada; 3) A distância foco / filme; 4) A quantidade de elétrons bombardeados (mAs); e 5) A qualidade destes na forma do comprimento de onda e força de penetração dos Raios-X (KV). Como exemplo, podemos citar um exame de abdome AP com espessura de 22cm, que se realizado com acessórios e material de consumo de última geração e uma distância foco filme de 1mt com uma eficiente revelação, seria necessário a aplicação de uma técnica igual a 20mAS / 66KV para um bom registro de imagens com correto contraste e resolução das áreas de baixa e alta densidade, e, como é de nosso conhecimento necessitar-mos grosseiramente de 2KV para cada cm de área examinada, podemos concluir que, deste total de KV utilizado, 44KV foram referente aos 22cm de espessura e 22 KV da constante do aparelho/acessórios/materiais de consumo para a área examinada, portanto, se fossemos fazer novo exame de abdome AP e esta área a ser examinada tivesse 25,5cm de espessura, para termos as mesmas medidas físicas suficiente para obter a mesma qualidade de imagem anterior, deveríamos adotar o seguinte método: Multiplicar a espessura por 2 e somar a constante do aparelho/exame que daria o seguinte resultado {(2x25,5cm) + 22} = 73 KV. Portanto, faríamos o exame proposto com uma técnica de 20mAS / 73KV. Sendo que, neste caso, teríamos aumentado a kilovoltagem, que aumentaria a freqüência, que reduziria o comprimento de onda e aumentaria o poder de penetração dos raios compensando o aumento dos 3,5cm de espessura excedente e proporcionando as adequadas medidas físicas para a sensibilização do filme com os mesmo número de fótons atingindo tanto na área de baixa como alta densidade, fazendo com que, a imagem tivesse a mesma resolução e contraste do primeiro exame. E analisando por este contexto, para quem quer manter um controle de qualidade total, não vejo como deixar de utilizar este simples, mas, eficiente acessório.
GONIÔMETRO
O goniômetro tem o formato de uma régua tendo ao centro instalado uma meia lua, com sua área mais externa contendo divisões simétricas relativo a 180 graus em duas partes de 90, e, ao centro da meia lua, uma aste também simetricamente instalada com objetivo de projetar angulações de zero a 90 graus nos dois sentidos. Sendo de nosso conhecimento a necessidade de projeções específicas em determinadas angulações para registrar determinados detalhes, e, sendo também de nosso conhecimento, diversas reclamações de alguns especialistas com referência principalmente sobre os exames de: Seios da face, Ossos da face, articulação temporo-mandibular, Sela túrcica, Órbitas, Mastóides, Buraco ótico, Buraco rasgado, C7/T1, L5/S1, Articulação coxo-femural, Joelho e até Punho, torna-se de grande utilidade este instrumento, pois, a utilização deste, propiciará a correta angulação e um resultado exato sobre o que o especialista investiga. Este acessório no entanto, atualmente é raramente utilizado pelos seguintes motivos: Parte dos aparelhos fixos, já vem com angulador por gravidade instalado na própria ampola de fábrica; Grande parte dos operadores, não conhecem, não sabem para que servem ou não sabem como utilizar corretamente, talvez, até mesmo pela falta de conhecimento de anatomia e das linhas imaginárias, bem como, há os que se consideram autodidatas dispensando sua utilização. Mas, em controle de qualidade total, a utilização deste acessório, é de fundamental importância pelos seguintes motivos: Anatomicamente falando, o corpo humano tem as mesmas proporções, angulações e densidades, salvo em caso de aberrações ou acidentes; Cada exame tem suas particularidades requerendo determinada angulação da área examinada ou incidência do raio central para melhor demonstrar um órgão, membro ou detalhe examinado e, portanto, sendo insensato deixar-mos de utiliza-lo, pois este, é exatamente utilizado para programar e corrigir os erros de angulação, e a falta de método para fazer um exame, com toda certeza, nos leva a exageros e descuidos inaceitáveis, sendo que, a simples utilização deste acessório, nos proporcionará o cuidado para com o correto posicionamento. Sendo na função de Técnico em Radiologia, uma obrigação acima de tudo, fazer um exame o mais perfeito possível que os equipamentos permita, e o melhor que o conhecimento possibilite, e, considerando ser auxiliares do médico que vai dar um diagnóstico de uma enfermidade ou lesão no paciente, e, como auxiliares com a função e responsabilidade de fazer as imagens objeto de diagnóstico, serão tão ou mais responsáveis, porque, é este trabalho que vai proporcionar a maioria da exatidão ou dúvida e, se este ficar errado ou deficiente, o prejudicado será nosso paciente que, esta pagando por um serviço de suma importância para sua vida e estará sendo enganado e lesado em seu dinheiro e no bem mais precioso que possui, sua saúde.
AVENTAL PUMBLÍFERO
É constituído de borracha composta de átomos de Chumbo (Pb) com equivalência de 0,25 e 0,50mm de Pb. Sendo o de 0,25mm destinado basicamente a dentistas e seus pacientes, porque, normalmente, estes utilizam em média 10mA e 60KV, portanto, trabalhando com menos elétrons acelerados e maior comprimento de onda, logo, proporcionando uma radiação mais mole e menos penetrante por se tratar de radiografias de partes menos densas e mais delgadas. No entanto, nada o impede também de utilizar o de 0,50mm de Pb, pois, apesar de o mesmo trabalhar com menor amperagem e quilovoltagem, a ampola permanece mais próxima do paciente, não devendo esquecer que, devido aos riscos genéticos, devemos dar muita proteção as gônodas, além do timo e tiróide. O avental de 0,50mm de Pb, deveria ser utilizado por todos que trabalham com radiação, mas, é de primordial importância, que seja utilizado nas dependências de hospitais e clínicas radiológicas por profissionais, acompanhantes e quando possível, em pacientes, pois, trabalhando com maior amperagem, maior número de elétrons excitados e também maior KV, e, portanto menor comprimento de onda proporcionando maior penetração alcançando maiores distâncias, fica totalmente implícita sua necessidade lógica e legal.
PROTETOR DE GÔNODAS PUMBLÍFERO
Com a mesma constituição física do avental pumblífero e menor tamanho. Tem a finalidade de proteger as Gônodas de pacientes durante exames de tórax em aparelhos sem colimador e etc., profissionais e acompanhantes durante exames especiais, e, principalmente de médicos em centro cirúrgico durante cirurgias com utilização de controle radiográfico.
PROTETORES DE TIRÓIDES PUMBLÍFERO
Com a mesma constituição física, equivalência e utilização. No entanto, tem formato de uma coleira e é utilizado para proteger a tiróide de profissionais em serviço, e, de pacientes durante exames em que este órgão possa ficar exposto sem necessidade prática para o resultado do exame. Em consultórios odontológicos, também deveria ter equivalência de 0,50mm de Pb.
LUVAS PUMBLÍFERAS
Com a mesma constituição física e equivalência, sua utilização é requerida para profissionais durante exames fluoroscópicos e auxiliares ou acompanhantes, quando porventura haja a necessidade de amparar ou fixar o paciente na devida posição requerida durante o exame radiográfico, e suas mãos possam estar no foco primário ou muito próximo a ele.
CUIDADOS NECESSÁRIOS COM BORRACHA PUMBLÍFERA
Manter sempre em disponibilidade no departamento, os devidos suportes (cabides) ou outro meio de protegê-los de forma que, fiquem suspensos sem dobras e em local com temperatura amena, pois, se estas ficarem dobradas ou em altas temperaturas, fatalmente viram a ressecar a borracha causando fissuras inutilizando sua eficiência.
NOTA: É recomendável que estes acessórios sejam adquiridos com certificado de garantia especificando sua equivalência, cuidados especiais e assinatura de físico responsável. Este certificado deverá ser arquivado junto aos documentos do departamento para apresentação a fiscalização quando solicitado.
BIOMBOS PUMBLÍFEROS
Apesar de ser ainda pouco utilizado, deveram ser construídos nos interiores de salas de exames, devidamente baritados ou blindados com chumbo (valor de referência mínima 2mm de Pb), e a janela deste, protegida por vidro pumblífero com o mesmo valor de referência, e que na falta, deverá ser instalado um de fabricação comercial com registro no IRD, certificado de garantia com especificações e assinatura de físico responsável. O modelo de biombo mais seguro, deverá ser construído na parte externa da sala com comunicação interna ou na parte interna em formato de "U" invertido ou similar. O biombo também deverá ser construído ou instalado, de forma a respeitar algumas regras como: Sempre deverá ser analisado o melhor angulo de visão da mesa de exames e da grade estativa ou bucky mural, pois, a localização deste, influirá decisivamente na qualidade dos exames realizados evitando erros técnicos; O biombo não poderá ser instalado atrás da mesa de exames, pois, a própria coluna da ampola ou scopia, poderá interferir no campo de visão do exame sobre a mesa ou estativa; O biombo também deverá estar localizado o mais longe possível e aceitável do campo de radiação e do ponto de impacto dos raios X, sem esquecer, de preservar o espaço físico da sala proporcionando espaço suficiente para movimentação de maca, com a finalidade de, bem atender a pacientes politraumatizados, que, na maioria das vezes é recomendado para segurança destes, realizar as primeiras radiografias, ainda sobre a própria maca.
NOTA: Ao definir o visor do biombo, devemos nos lembrar que o brasileiro tem um biotipo, praticamente de baixa estatura, portanto, será mais fácil para uma pessoa alta se abaixar, do que colocar suportes para que os de baixa estatura alcance o visor.
DOSÍMETRO
É um instrumento medidor de doses de radiação recebida em áreas de risco. Sua utilização em radiologia diagnóstica, vem da necessidade de monitorar os níveis de radiação recebida por profissionais, e também, os níveis ambientais. Existem vários tipos de dosímetros, e entre os de maior número de aplicações em radiologia diagnóstica, podemos citar: Câmara de captura, Cristais termoluminescentes que capturam os elétrons para posterior contagem, e os de Filmes radiográficos especiais que, marcam o ponto de passagem da radiação pelo filme com a interação das moléculas de prata do filme, e que, depois de revelado com o devido controle de qualidade, são contados fornecendo um valor aproximado de Roentgens por mm3 recebido.
DOSIMETRIA
É o termo utilizado para denominar a utilização do dosímetro na monitoração das doses de radiação.
MONITORAÇÃO RADIOLÓGICA INDIVIDUAL E AMBIENTAL
É o termo utilizado para o controle de radiação ionizante recebida por indivíduos expostos, ambientes de trabalho com radiação e de ambientes expostos ou contaminados. A monitoração de profissionais de radiologia, é realizada com a utilização de dosímetros e exames hematológicos anualmente, sendo os dosímetros, utilizados por 30 dias e trocados por novos que serão novamente trocados em igual período por todo o tempo de atividades com radiações ionizantes (Os dosímetros mais recomendados para monitoração, são os de filmes, pois, estes são arquivados junto as fichas de profissionais e departamentos, e, em caso de dúvidas futuras, poderá ser feita nova leitura). O controle hematológico, é realizado semestralmente por todo o tempo de atividades do profissional, por intermédio dos exames de: Hemograma Completo, Contagem de Plaquetas, VHS, Morfologia das Células, e, em especial, dos Linfócitos (Sendo que, em caso dos resultados da dosimetria se encontrar com valores próximos dos limites máximos, será aconselhável refazer a cada período de 90 dias, ou menos caso chegue ao valor máximo aceitável). Conforme norma regulamentadora e resoluções da CNEN - Conselho Nacional de Energia Nuclear, portarias do Ministério da Saúde e Ministério do Trabalho, a monitoração individual é obrigatória e seus resultados, deverão ser registrados em livro próprio e arquivados por 30 anos.
NOTA: Caso os profissionais ou ambiente de trabalho estejam recebendo doses próximas do limite aceitável, deverá ser convocado o supervisor de radioproteção ou técnico responsável, para reavaliar o projeto de radioproteção, e apresentar alterações ou um novo, e, se recebendo doses iguais ou superiores ao limite aceitável, paralisar o serviço até que se tomem as medidas corretivas e apresente novo projeto empregando novos métodos e metodologias para avaliação e nova autorização dos órgãos de fiscalização.
Veja Controle de Qualidade conforme o Regulamento Técnico "Diretrizes de Proteção Radiológica em Radiodiagnóstico Médico e odontológico", instituído pela Portaria 453/98 - Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária.(Nesta Página)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando os Dados Constatados e a Discussão, podemos inferir que, as condições atuais ainda persistem, devido a praticamente total falta de conhecimento das pessoas envolvidas.
Quando analisamos pelo ponto de vista da proteção radiológica os dados apresentados, fica totalmente comprovado o despreparo destes, pois, não possuindo profissionais com formação, não terão também quem execute estas funções com segurança, pois estes, não poderão fazer algo que não aprenderam, simplesmente por intuição.
Já sabendo de sua falta de formação, quando se vai comprar aparelhos, acessórios e materiais de consumo, em grande parte dos departamentos, o corpo de técnico nem é ouvido, apenas se compra o que o vendedor oferece ou o produto mais barato, e este sistema em grande parte, é um dos motivos da falta de padronização.
Ao analisarmos a fiscalização, vamos constatar que, quem detém o maior conhecimento sobre o assunto, é a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD), que possui em seus quadros, pessoal especializado e com prática na área, como: Físicos com especialidade em Física Médica (Radiodiagnóstico, Radioterapia, Medicina Nuclear e Radioproteção), Biólogos, Engenheiros e Técnicos especializados em radioproteção, Radiobiologia e etc., mas, devido a pequena estrutura para um atendimento de todo o País, foi delegado aos estados, os direitos e deveres da fiscalização, mas, conforme é de conhecimento público, nem todas as vigilâncias sanitárias estaduais, possui pessoal especializado para operacionalizar estas diretrizes e fiscalizações, como: físicos com especialidade em física médica e nuclear, biólogos com especialidade em radiobiologia e radiogenética, e, Técnicos com especialidade em radioproteção e controle de qualidade, é razoável imaginar que esta fiscalização, se dará apenas na forma de manual, e, qualquer atividade desenvolvida apenas com esta técnica, estará sempre fadada a erros, até grosseiros pois, fazer a fiscalização sem conhecer pelo menos o básico de: proteção radiológica; constituição física e elétrica de aparelhos bem como física das radiações; rendimento e qualidade de acessórios e materiais de consumo; este fiscal ou profissional, jamais terá condições de desempenhar suas funções a contento.
Ao analisar-mos a conscientização dos riscos e cuidados necessários, junto aos departamentos, nos deparamos com um problema dos mais complicados, pois, devido a falta de conhecimento dos riscos da radiação com pequenas doses, muitos não acreditam em sua eficiência e parte maior ainda, alegando o custo benefício, prefere ignorar e manter o problema como está, para evitar despesas com a devida regularização.
Ao analisar-mos a formação do atual corpo de técnicos, vamos ver que na realidade a culpa não são destes, pois, devido as brigas classistas, políticas retrógradas dos responsáveis, indevidos cortes financeiros para especializações e os baixos salários, sem dúvida alguma são os fatores que inviabilizam sua melhor especialização.
CONCLUSÃO
Concluindo este estudo após analisar as condições encontradas e discutir os prós e contra de técnicas e tecnologias de aparelhos, acessórios e materiais de consumo, bem como, proteção radiológica, e, meditando sobre a sua aplicação na prática e o pouco conhecimento de grande parte dos envolvidos, passo a sugerir algumas técnicas e tecnologias que se empregada nos departamentos de radiologia convencional, com certeza estará pronto para atender com pequenas alterações localizadas (específica de cada unidade) qualquer projeto de controle de qualidade e segurança radiológica.
1 - SALA DE EXAMES
1.1 - Considerando que, toda sala de exame radiológico deve ser contemplada com espaço suficiente para atendimento a politraumatizado, e que, as vezes os primeiros exames devem ser realizados ainda sobre a própria maca evitando aumentar os danos de ordem neurológica e outros na remoção do paciente para a mesa de exames com agravação do estado de saúde, e, atendendo as leis de física quanto a radioproteção, deverão possuir pelo menos 25 metros quadrados (5x5). A sala de exame deverá ser baritada com 20mm de argamassa baritada com equivalência de 2mm de Pb; as portas e possíveis janelas blindadas com 2mm de Pb (desaconselhável a existência de possíveis janelas); área posterior ao bucky mural ou grade estativa, com adicional de 2mm de Pb de 50 a 200cm de altura e 100cm de largura; as salas de exames deverão ser contempladas com ar condicionado ou sistema de ar central no teto ou acima de 200cm, pois, ao atender pessoas em estado grave, o calor pode complicar o seu estado, e, em especial, em exames contrastados, o próprio calor pode acelerar ou até provocar reações indesejáveis; utilização de biombo protetor devidamente baritado ou comercial em forma de "U" invertido com 2mm de Pb., com visor pumblífero compatível com 2mm de Pb, disposto de forma a ter uma correta visão da mesa de exames e bucky ou estativa mural (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção); a mesa de exames deverá ser instalada de forma que, do centro da mesa à parede baritada deverá ter no mínimo 2 (dois) metros. E, considerando também o espaço físico para atendimento a pacientes politraumatizados, a parte utilizável frente a mesa de exames, e, entre a mesa e o bucky ou estativa, deverá possuir espaço suficiente para manipular uma maca em todas as direções e posicionamentos possíveis (de 2 a 3 metros); e considerando a proteção radiológica do departamento, será aconselhável sempre manter a ampola a 2 metros ou mais da parede baritada, pois, lembrando que a eficiência da radiação e inversamente proporcional ao quadrado da distância, com 2 metros, esta já estará com menos de 1/16 de sua eficiência; considerando o controle de infeção hospitalar, o departamento deverá na sua concepção, ser construído de forma a não ter quinas e cantos com ângulos menores que 135° , ou seja, deverá ter quinas e cantos mortos propiciando uma eficiente limpeza e pintura lavável propiciando medidas de higiene; ainda atendendo as medidas de higiene, o piso deverá ser de material não poroso de fácil acepcia e considerando a segurança de pacientes idosos e ou convalescentes não escorregadio (paviflex ou outros); cada aparelho radiológico, deverá possuir transformador de alta tensão próprio compatível com a sua demanda de energia, e, no caso de haver comunicação, cada aparelho deverá ter dispositivo de alerta de preparo evitando disparos simultâneos; a sala da câmara escura, deverá ser em anexo a sala radiológica com passa chassis blindado direto para a sala de exames fazendo a comunicação segura de câmara escura sala de exames.
Nota 1: não devendo esquecer, que, o bucky vertical, deverá estar instalado de forma a direcionar os raios primários, para área livre e com enexistência ou o menor índice de permanência ou trânsito de pessoas;
2 - APARELHOS:
2.1 - Aparelho Radiológico Fixo: 300MA/150kV trifásico de alta freqüência microprocessado; ampola 30/50/150; tempos de exposição mínimo de 0,003 (treis milésimos de segundo) e máximo de 1,5 a (2,5 segundos quando dotado de Planigrafia); kV contínuos de 45 a 150 kV com escala de 1 kV.
2.2 - Aparelho Radiológico Portátil: 50 (recomendável) ou 100mA (mA fixo sem escalas intermediárias)/110kV, alimentação monofásica com capacitores de compensação de rede interna (220V); Transformador de alta tensão com retificação em ponte (onda completa) e preferencialmente alta freqüência; ampola de ânodo rotativo equivalente a 20/40/110 ou 20/40/125kV; Tempos de exposição mínimo de 0,001 (Um centésimo de segundo) e tempo máximo de 1,0 (um Segundo); kV contínuos de 45 a 110/125 kV com escala de 1 e no máximo 2 kV.
Nota: Destaque na pesquisa, "VMI": industria nacional com equipamentos radiológicos homologados no Ministério da Saúde, tecnologia compatível, manutenção com técnicos da própria industria ou treinado na própria fábrica e sistema de atendimento pós venda ao consumidor.
3 - ACESSÓRIOS E MATERIAIS DE CONSUMO:
3.1 - chassis de alumínio leve, por tamanho: 13/18, 18/24, 24/30, 30/40, 35/35 e 35/43;
Nota: Destaque na pesquisa, "EMB": Acessórios com boa linearidade, durabilidade em uso intensivo e facilidade de acepcia principalmente de PRONTO SOCORRO.
3.2 - ecrans Emissores de luz Verde, pôr tamanho: 13/18, 18/24, 24/30, 30/40, 35/35 e 35/43
Nota: Destaque na pesquisa, "Kodak Lanex regular": Acessórios com boa linearidade, durabilidade em uso intensivo, melhor rendimento com baixas doses sem a perda da qualidade da imagem.
3.3 - filmes sensíveis a luz verde Tamanho: 13/18, 18/24, 24/30, 30/40, 35/35 e 35/43
Nota: Destaque na pesquisa, "Kodak T Mat G/RA": Material de consumo com boa linearidade, melhor rendimento com baixas doses e revelação com tempos reduzidos sem perda da qualidade.
3.4 - químicos de revelação
Nota: Destaque na pesquisa "Kodak X omatic / RA" (p/ filmes de rápido acesso).
3.5 - divisor de filmes pôr tamanho com 2mm de Pb: longitudinal , 18/24, 24/30, 30/40, 35/35 e 35/43, e transversal pôr tamanho: 18/24, 24/30, 30/40 e 35/43;
3.6 - espessômetro;
3.7 - goniômetro;
3.8 - aventais pumblíferos com 0,5mm de Pb (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção);
3.9 - protetor de gônodas pumblífero com 0,5 a 1,0mm de Pb (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção);
3.10 - protetor de tiróides pumblífero com 0,5mm de Pb (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção);
3.11 - par de luvas pumblíferas com dedos de 0,5mm de Pb (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção);
3.12 - óculos com vidro pumblífero de 0,5mm de Pb para sala de scopia (com certificado de garantia assinada por físico com especialidade em radioproteção);
3.14 - transformador de rede exclusivo para cada aparelho da sala;
3.15 - cabides para acessórios de borracha pumblíferas em número suficiente;
3.16 - adequada renovação de ar por ar central ou ar condicionado;
3.17 - material para limpeza de sala e acepcia de mesa de exames e acessórios.
4 - CÂMARA ESCURA
4.1 - tanque de revelação manual com capacidade para 13 litros;
4.2 - colgaduras metálicas cromadas pôr cada tamanho: 13/18, a 35/43;
4.3 - processadora automática
Nota: Destaque na pesquisa, Macrotec: pela simplicidade de operação, calibração, manutenção e qualidade de imagens.
4.4 - exaustor com proteção de luz externa;
4.5 - foco de luz de segurança;
4.6 - sistema de ar central ou ar condicionado, pois, tornaria as unidades menos insalubres, e protegeriam os filmes em utilização que são sensíveis aos gases formados pelos químicos e em temperaturas elevadas (não reutilizar o ar da câmara escura que deverá ser desprezado para não contaminar os outros ambientes com as químicas ativas).
4.7 - padronização sistemática de chassis de alumínio leve;
4.8 - padronização sistemática de ecrans da mesma idade, composição química, fabricante e lote se possível.
4.9 - padronização de filmes;
4.10 - padronização de químicos e químicos/filmes;
5 - PARA A INSTITUIÇÃO
5.1 - adotar a política de não contratação ou manutenção de pessoas não especializadas e com os devidos registros que a lei determina para exercer as funções de técnicos em radiologia e supervisor de radioproteção, pois, a sociedade, alvo destes, não tem culpa das políticas retrógradas e classistas que tem impedido a formação de novos profissionais de nível superior.
5.2 - implantar um sistema de garantia de controle de qualidade de imagens e doses de radiação.
5.3 - dentro de sistema de garantia de controle de qualidade, deve ser incluído as devidas aferições de aparelhos como:
5.3.1 - rendimento das escalas de mA com os respectivos valores impressos nos aparelhos;
5.3.2 - rendimento do kV e respectivos valores impressos ou indicados nos aparelhos;
5.3.3 - similaridade do tempo de exposição com os valores impressos ou indicado nos aparelhos;
5.3.4 - valores máximos de radiação de fuga da ampola de Raios-X a um metro de distância com a técnica de maior rendimento ( >kV e >mA);
5.3.5 - levantamento radiométrico;
5.3.6 - croquis indicando a sala no edifício ou bloco que à abriga, posição da mesa exames e bucky ou estativa mural com as respectivas vizinhanças;
5.3.7 - qualidade da câmara escura:
5.3.7.1 - garantia da inexistência de infiltração de luz externa;
5.3.7.2 - garantia de blindagem adequada à radiação;
5.3.7.3 - garantia da qualidade da ventilação da câmara escura e câmara clara;
5.3.7.4 - garantia da qualidade da revelação automática ou manual;
5.3.7.5 - garantia da qualidade da revelação manual ou automática indicando:
5.3.7.5a - tempo de filme no revelador, fixador e lavagem das películas;
5.3.7.5b - temperatura do revelador e secador;
5.3.7.5c - volume desprezado de revelador, fixador e água, por cada filme 35/35 revelado;
5.4 - Contratação de serviço de dosimetria para monitoração individual de profissionais em serviço na área de risco, e, monitoração ambiental, sendo:
5.4.1 - 1 Dosímetro para cada técnico em radiologia, auxiliares que pôr sua atividade possa ficar exposto as radiações e médicos radiologistas.
5.4.2 - 1 Dosímetro ambiental fora da sala e livre de radiações do aparelho ou fontes em utilização.
Nota 1: Os dosímetros mais indicados são os de filmes, pois, estes ficam arquivados junto as fichas podendo ser reavaliados, a qualquer momento caso seja de interesse das partes.
Nota 2: Prestadoras de serviço de dosimetria com registro no IRD/CNEN em 1996: REM, PRO-RAD, CDTN, IPDR, UFMG, IPEM, SAPRA, IFUSP, UFPE, IRD.
5.5 - Manter um supervisor de radioproteção, habilitado pelo IRD/CNEN
6 - PROCEDIMENTOS TÉCNICOS:
6.1 - Deverá o técnico em radiologia se ater a desempenhar as técnicas radiográficas dentro da sala de exame (de preferência sempre a mesma) e vistoriar as condições da câmara escura bem como, processadora ou tanques de revelação no início do trabalho, e, adotar incondicionalmente a utilização do espessômetro identificando a constante do aparelho, acessórios e material de consumo, o que, proporcionará redução significativa na perda de material, redução na dose utilizada e tempo gasto com o paciente, proporcionando assim, a garantia de controle de qualidade de imagens e redução de doses utilizadas.
6.2 - Todas as técnicas empregadas no exame, deverão ser anotadas na (ficha técnica de exames), e posteriormente transportada para livro próprio de banco de dados de dose utilizada. E este, proporcionará a identificação de qualquer anormalidade em aparelhos, acessórios, material de consumo e técnicas de exames, com rápida manutenção e custos inferiores por se encontrar ainda no início do problema.
6.3 - Padronização de distância foco/filme em 1 m (um metro) em exames gerais e 1,80m (um metro e oitenta centímetros) para exames de tórax e outros que requeiram maior definição de diâmetro e imagem.
6.4 - Adotar como método de trabalho:
6.4.1 - o devido controle de infeção hospitalar;
6.4.2 - limpeza de ecrans com agentes fornecidos pelo fabricante ou na sua ausência, com algodão hidrófilo levemente embebido em água destilada com posterior secagem com algodão hidrófilo, deixando-o secar completamente na posição de "V" invertido.
7 - PROCEDIMENTOS DE PROTEÇÃO RADIOLÓGICA E CONTROLE DE QUALIDADE DE IMAGENS E DOSES DE RADIAÇÃO.
7.1 - Sinalização de área restrita e controlada com o respectivo símbolo.
7.2 - Uniformização sistemática de chassis, Ecrans, filmes e químicos.
7.3 - Utilização sistemática do espessômetro e goniômetro quando requerido.
7.4 - Calibração de aparelhos, ampolas e colimadores pelo menos 1 vez por ano e após manutenções corretivas ou preventivas.
7.5 - Instalação de processadoras com os tanques de químicos reveladores fora da câmara escura.
7.6 - Instalação de transformadores com capacidade compatível com o consumo de cada aparelho em caráter de exclusividade ou se coletivo dos aparelhos, com alarme na outra sala, evitando que os dois disparem no mesmo período.
7.7 - Incentivar a utilização da alta energia que pode proporcionar até 50% de redução nos níveis de radiação emitida, sem prejudicar a qualidade do exame realizado.
7.8 - promover treinamento ou reciclagem de profissionais nas áreas deficitárias, visando uma melhor prestação de serviço no departamento.
7.9 - Reunião mensal com todos os técnicos e médicos radiologistas para discussão dos erros detectados no controle de qualidade e uma palestra ministrada por um dos radiologistas ou técnicos com melhor aproveitamento no assunto em discussão.
7.10 - Solicitar junto a vigilância sanitária ou empresas prestadoras de serviço de radiometria, o laudo radiométrico.
7.11 - Implantar um sistema de registro de exames, técnicas e doses utilizadas, constando:
7.11.1 - nome e número de prontuário do paciente;
7.11.2 - idade;
7.11.3 - sexo
7.11.4 - exame realizado;
7.11.5 - posicionamento;
7.11 6 - espessura da área examinada;
7.11.7 - MAS utilizado;
7.11.8 - KV utilizado;
7.11.9 - distância foco filme utilizada no exame;
7.11.10 - se realizado no bucky vertical, horizontal, estativa ou exposição direta no chassis sobre a mesa.
7.12 - Emissão de laudo técnico de exame informando área e dose aproximada de radiação recebida pelo paciente.
7.13 - Obedecer as leis trabalhistas e a constituição quanto a profissionais em serviço, não utilizando mão de obra não especializada e sem os devidos registros que a Lei determina.
7.14 - Atender as Normas de radioproteção em vigor.
7.15 - Implantar um Programa Básico de Garantia de Controle de Qualidade de Imagens e Doses de Radiação que comprove rigor prático e científico.
7.16 - Manter-se atento as novas tecnologias que possam reduzir os índices de radiação e melhorar a qualidade de imagem radiográfica.
7.17 - Instalação de um tanque de revelação manual com capacidade de 13 lts para padronização de técnicas com baixas doses e atendimento convencional em panes da processadora.
Nota 1: A padronização de chassis, ecrans, filmes, químicos e utilização do espessômetro, vem da necessidade de padronizar as técnicas radiográficas, possibilitando a utilização da constante para obter um padrão de qualidade de imagem e doses utilizada, economizar a vida útil do aparelho e ampola de Raios X, economizar materiais de consumo, tempo de paciente e técnico em serviço por evitar repetição de exames e, proporcionando assim, economia financeira, aumento no fluxo de atendimento aos pacientes e a entrada em consonância com as normas de radioproteção e princípio ALARA.
Nota 2: A sugestão proposta, é resultado de destaque na pesquisa realizada durante um período de oito anos com diversos acessórios e materiais de consumo na região Norte e Centro Oeste.
Nota 3: Os divisores de filmes, vem economizar até 30% no consumo total de filmes de um departamento radiológico.
Nota 4: Os acessórios de radioproteção, vem cumprir exigências legais e, dar segurança a pacientes, profissionais e possíveis acompanhantes.
Nota 5: Os cabides para acessório de borracha pumblífera, dar longevidade a estes, pois, na sua ausência, estas poderão ser dobradas e causar fissuras causando a sua inutilização.
Nota 6: Os transformadores exclusivos para cada aparelho, propiciar a estabilidade de energia que, proporcionará o complemento para as economias relacionadas anteriormente, e, evitar desgaste e danos nos próprios aparelhos e outros, que, se estiver ligados em rede conjunta, serão afetados.
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